Balestra defende a manutenção de colégios do interior de Goiás

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Deputado federal é contra o fechamento de cinco unidades em Uruana, Caiapônia, Itapuranga, Itapirapuã e Mozarlândia

O deputado federal Roberto Balestra (PP) esteve presente em audiência na Secretaria de Educação, Cultura e Esporte (Seduce) nesta segunda-feira, 27, para tratar do fechamento de escolas nos municípios de Uruana, Caiapônia, Itapuranga, Itapirapuã e Mozarlândia. Prefeitos, deputados, coordenadores regionais de educação, diretores de unidades de ensino e representantes sindicais debateram soluções para alinhar o reordenamento da rede desses cinco municípios.

A partir de um estudo técnico, o assunto foi discutido com profissionais da pasta e prefeitos. Com isso, Seduce organizou, para 2018, o reordenamento em 74 municípios goianos. No entanto, cinco deles manifestaram interesse em compreender melhor as medidas e a secretária Raquel Teixeira atendeu por meio de uma ampla reunião. “Temos que agradecer à secretária Raquel Texeira pelo esforço e compreensão em resolver a questão”, parabenizou o deputado.

De acordo com a Secretaria, nestes casos o reordenamento consiste no remanejamento de alunos e profissionais de modo a aperfeiçoar os gastos públicos e o emprego dos servidores da Seduce. “Esse é um trabalho realizado anualmente leva em conta os critérios técnicos e pedagógicos, mas priorizando as necessidades dos alunos, independendo de questões políticas e/ou partidárias”, explicou a secretária de Educação, Cultura e Esporte, Raquel Teixeira.

O deputado Roberto Balestra (PP) é contra o fechamento das escolas e lembra que, como deputado federal e representante desses municípios, foi seu dever comparecer na audiência e defender o direito dos alunos, funcionários e professores dos colégios que seriam afetados diretamente caso as medidas fossem aplicadas de imediato.

Em defesa, Roberto Balestra, explicou que as escolas municipais precisam de investimentos em infraestrutura, porém não ‘colocando uma placa de fechado’ que as coisas vão melhor. “Entidades e instituições que representam o setor produtivo precisam se atentar a este fato e agir rápido. O governo estadual pode e deve fortalecer o ensino desses municípios. E não é com fechamento de escolas que isso se resolve”.

O deputado reitera que isso prejudica crianças e adolescentes da região. “Não é com alunos e funcionários remanejados para outros colégios que a coisa se resolve. Precisamos de investimento na educação. Para um dia em vez de falarmos em fechar escolas, soltamos a noticias que mais crianças e adolescentes terão a oportunidade de estudas, de se alfabetizarem”, finalizou.

Estiveram presentes na reunião: o presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de Goiás, deputado estadual Karlos Cabral (PDT); os prefeitos Caio Lima, de Caiapônia e Cassio Gusmão, de Uruana; coordenadores regionais de educação, e outras autoridades e representantes das comunidades escolares; representantes da Seduce e lideranças dos municípios de Itapuranga e Itapirapuã.

Soluções para os Colégios

As alterações em pauta referem-se a cinco colégios. Em Uruana, o Colégio Estadual Diógenes Ribeiro de Castro teria os alunos remanejados para o Colégio Estadual Zico, mas a Secretaria concedeu o prazo de um ano para que a unidade busque aumentar o número de matrículas.

Em Caiapônia, cidade que tem crescido devido à migração, o Colégio Elias Nasser, que teria os alunos direcionados para o Colégio Estadual Mont Serrat, que fica a 80 metros do primeiro, também permanecerá aberto na expectativa do aumento do número de matrículas. Nos dois casos, as unidades funcionarão em turno único.

Para Itapuranga, ficou acertado que o Colégio Estadual Coronel Virgílio José de Barros, que funciona em tempo integral, terá os 46 alunos remanejados para o Colégio José Pedro de Faria, que receberá o acréscimo de três salas e os alunos continuarão estudando em tempo integral. Embora o Colégio Estadual Desembargador Mário Caiado tenha capacidade de abrigar 783 alunos, só 249 estudam na unidade. Então, a proposta da Secretaria é direcionar os alunos para a Escola Estadual Elidia Maria Caiado, que pode receber até 918 estudantes, mas atualmente opera para atender 250 alunos.

Em Mozarlândia, o estudo técnico do reordenamento prevê o remanejamento dos alunos da Escola Estadual Getúlio Dédio de Brito Correia para o Colégio Estadual Costa e Silva, com capacidade para 2 mil alunos. No entanto, a secretária Raquel Teixeira ainda conversa com o prefeito do município, Adalberto da Pax (PSDB).

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