Pronunciamento Roberto Balestra (02/05/2017)

CTPS 2Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, cidadãos que nos acompanham pela TV e Rádio Câmara,

Acompanhei com bastante atenção e respeito as manifestações que ocorreram no país na última semana e também no dia 1º de maio, em que uma das pautas foi a discordância em relação às reformas previdenciária e trabalhista, que estão em curso. Entendo que é natural que mudanças estruturais, como as que estão ocorrendo no país, sofram críticas e oposição, e o cidadão que for contrário a elas tem o direito de se manifestar, desde que de forma ordeira e sem infringir a lei.

No entanto, tenho convicção, assim como a maioria dos colegas nessa Casa que votaram pela aprovação da Reforma Trabalhista, de que estamos vivendo um momento ímpar, em que há quase um consenso quanto aos gargalos que o país precisa enfrentar. Em quase três décadas nesta Casa, poucas vezes vi ambiente político para a votação de reformas estruturais que são fundamentais e que foram sistematicamente adiadas ao longo dos anos.

Também acredito que, com o tempo, vamos conseguir comunicar melhor às pessoas a urgência dessas reformas e o quanto, a médio e longo prazo, elas vão contribuir para o reequilíbrio econômico e fiscal e para a retomada na geração de emprego no país. Trata-se de um processo de convencimento por meio da informação, algo tão sensível nos dias atuais em que, infelizmente, muitos fazem uso das redes sociais para divulgar inverdades e disseminar insegurança entre a população.

Em relação à Reforma Trabalhista, que já aprovamos aqui, sabemos que não há como fugir da necessidade de modernização da nossa legislação, sob o risco de perdemos competitividade e produtividade no mercado global, sendo que já não estamos, infelizmente, entre os países mais produtivos. Os mais sérios especialistas são unânimes ao apontar que a produtividade é uma das formas mais sólidas de garantir crescimento econômico. Com isso, todos ganham.

Tenho certeza de que, com informação responsável, vamos sensibilizar a população para essa necessidade. Afinal, o que todos querem, os que foram às ruas, os setores empresariais, e também nós, é que nosso país retome o ciclo de desenvolvimento interrompido nos últimos anos. A lição aprendida com a maior crise da nossa história é que não há mais saída pela via populista, estrangulando as contas públicas de forma irresponsável. Precisamos de reformas estruturais, e num futuro próximo, com o resultado delas, ficará claro o quanto foram importantes.

Sr. Presidente, peço a V. Exa. a divulgação do meu pronunciamento nos meios de comunicação da Casa e no programa A Voz do Brasil.

Muito obrigado.

Ainda no h comentrios

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