Pronunciamento Roberto Balestra (27/04/2017)

Parceria Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, cidadãos que nos acompanham pela TV e Rádio Câmara,

No ano de 2017, em um mundo moderno e globalizado, regido pela economia de mercado, não podemos pensar no desenvolvimento social e no fortalecimento de infraestrutura do país, sem contar com o apoio da iniciativa privada. Há uma insistência retrógrada de uma pequena parcela de políticos brasileiros, baseada em uma ideologia ultrapassada, de enxergar o empresário como inimigo e centralizar as ações unicamente no Estado, cada vez mais sem condições de suprir as demandas do povo, ainda mais com a quebradeira generalizada do país.

Felizmente, hoje o pensamento de quem comanda o país não está mais alinhado aos perdedores dos tempos sombrios da Guerra Fria. O empresário é cada vez mais visto como um parceiro e aliado na propulsão do desenvolvimento. Temos visto experiências muito positivas, por exemplo, em São Paulo, com o prefeito João Dória, que aposta na relação harmoniosa com a iniciativa privada e que, por isso, tem colhido frutos positivos para a cidade.

Recebo com muito entusiasmo, também, a iniciativa do presidente Michel Temer, que vai lançar um pacote de estímulos às concessões nos municípios e a parcerias com a iniciativa privada. Hoje, como sabemos, infelizmente as obras públicas estão paradas em quase todo o país. Em uma nação como a nossa, com grandes gargalos a serem resolvidos, não podemos admitir tal paralisia, que prejudica sobretudo os cidadãos nos municípios mais pobres.

A ideia, nobres amigos, é simplificar as regras para concessões com valores menores, o que é característica das obras municipais, permitindo que os projetos possam ser financiados pelos bancos. Nesse sentindo, a Caixa também deve lançar uma linha de crédito para os vencedores dos leilões.

Como municipalista que sou, acompanho de perto as dificuldades que os prefeitos tem tido, principalmente nesses últimos anos, para resgatar os seus compromissos com a população. A paralisia das obras públicas ainda contribui para o alto desemprego no país, uma vez que, nas menores cidades, elas também são responsáveis por movimentar a economia.

Assim como tenho convicção, e tenho dito isso sempre que posso, de que a agropecuária é fundamental para que o nosso país saia da crise, também estou convicto de que não é possível pensar em uma retomada econômica sem a parceria de todos os setores da iniciativa privada. A lição que recebemos destes anos de recessão é de que a sociedade não vai mais concordar com o uso irresponsável e desmedido dos recursos dos contribuintes. Não há mais dinheiro para isso, ao mesmo tempo em que o cidadão também está sufocado com tantos impostos. Cada vez mais, formas alternativas de financiamento devem surgir, e essa iniciativa é mais um passo neste sentido.

Sr. Presidente, peço a V. Exa. a divulgação do meu pronunciamento nos meios de comunicação da Casa e no programa A Voz do Brasil.

Muito obrigado.

Ainda no h comentrios

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